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Mosquitos com Wolbachia começam a ser soltos em cinco bairros de Betim nesta segunda (31)

Foto: Foto: Edson Dutra / Secom

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Mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia começam a ser soltos em cinco bairros de Betim nesta segunda (31), em ação do World Mosquito Program (WMP) Brasil com a prefeitura para reduzir casos de dengue, zika e chikungunya.

A primeira fase alcança os bairros Jardim Teresópolis, Santo Antônio, Vila Boa Esperança, Amazonas e Renascer, escolhidos por critérios técnicos como número de casos e índices de infestação. As liberações são distribuídas por todas as ruas e avenidas com acesso para veículos dentro do raio técnico definido.

A primeira ação acontece nesta segunda (31). Nas semanas seguintes, as operações passam a ocorrer às quartas-feiras, a partir das 5h30. O trabalho tem duração estimada de 16 a 20 semanas por área.

Os chamados Wolbitos são produzidos em uma biofábrica em Belo Horizonte e liberados de forma controlada, segundo o WMP Brasil. Ao cruzarem com a população local de Aedes aegypti, transmitem a Wolbachia às gerações seguintes, o que reduz a capacidade do mosquito de transmitir as três doenças. Estudos científicos apontam que o método é seguro, não envolve modificação genética e não representa risco para humanos, animais ou meio ambiente.

A estratégia também pode funcionar como medida preventiva diante de cenários de calor extremo, como os associados ao El Niño e às mudanças climáticas, já que o mosquito se prolifera em ambientes com água parada e temperaturas elevadas.

A iniciativa é conduzida pelo WMP Brasil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a prefeitura e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Foi estruturada no município desde janeiro.

O financiamento vem do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado entre o governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale. O rompimento da barragem, em 25 de janeiro de 2019, tirou a vida de 272 pessoas, e o acordo prevê ações voltadas à recuperação social, econômica e ambiental dos territórios atingidos.

A Secretaria de Saúde de Betim afirma que o Método Wolbachia é complementar e não substitui medidas de rotina, como manter quintais limpos, eliminar criadouros e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias. Para a faixa etária de 10 a 14 anos, a orientação é manter a vacinação em dia.

Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.

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Fonte: Assessoria da Prefeitura de Betim

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Redação Luz Metropolitana

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