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Peças pequenas, baterias de botão e ímãs são os principais riscos nos brinquedos escolhidos como presente de Dia das Crianças e exigem conferir a faixa etária e o selo do Inmetro antes da compra, orienta o Hospital Pequeno Príncipe.
O cuidado é maior nos primeiros anos de vida, quando a criança explora o ambiente levando objetos à boca. Moedas, partes de brinquedos, baterias e bijuterias estão entre os itens que podem ser engolidos por acidente. Para menores de 3 anos, a atenção com componentes pequenos deve ser redobrada.
“A escolha não deve considerar apenas a diversão ou o interesse da criança, mas também a segurança. Antes de comprar, é importante verificar a faixa etária indicada, procurar o selo de segurança do Inmetro e observar se existem peças pequenas, baterias de botão, ímãs ou partes que possam se soltar”, orienta o gastroenterologista pediátrico Mário Vieira, do Hospital Pequeno Príncipe.
A idade indicada na embalagem não diz respeito apenas à capacidade da criança de entender o brinquedo. “A faixa etária deve ser encarada como uma medida de segurança e não apenas como uma recomendação. Ela considera o desenvolvimento da criança e, principalmente, riscos como peças pequenas que podem ser engolidas ou aspiradas, cordões, ímãs e baterias”, explica Vieira. Por isso, mesmo que consiga brincar com um produto feito para idade maior, a criança não está necessariamente segura com ele.
As baterias de botão exigem atenção especial. Quando engolidas e alojadas no esôfago, principalmente as de lítio, podem provocar lesões graves em pouco tempo. “Quando uma bateria fica presa no esôfago, pode produzir uma reação elétrica e química que causa uma queimadura profunda da parede do órgão. Lesões graves podem ocorrer em menos de duas horas, mesmo que a criança inicialmente pareça bem. Por isso, a suspeita de ingestão de uma bateria de botão é uma emergência”, alerta o médico.
Nesses casos, a orientação é procurar um serviço de saúde imediatamente, sem esperar o surgimento de sintomas. Se a ingestão tiver ocorrido há menos de 12 horas, a criança tiver mais de 1 ano e conseguir engolir normalmente, o médico ensina que pode ser oferecido mel durante o deslocamento até o atendimento: 10 ml, ou duas colheres de chá, a cada dez minutos, por até seis doses. A medida pode ajudar a retardar a lesão, mas não substitui nem deve atrasar a ida ao hospital.
Os ímãs pequenos presentes em brinquedos e em objetos da casa trazem outro risco. Engolidos em dois ou mais, podem se atrair mesmo estando em segmentos diferentes do intestino. “Os ímãs podem comprimir o tecido entre eles e provocar necrose, perfuração e até uma infecção abdominal grave. O problema é que a criança pode inicialmente não apresentar sintomas importantes”, informa Vieira.
São sinais de alerta a dificuldade para respirar ou engolir, a salivação excessiva, engasgos persistentes, tosse, dor no peito ou no abdômen, vômitos repetidos, sangue no vômito ou nas fezes, recusa alimentar e mudanças repentinas de comportamento. Na suspeita de ingestão de bateria de botão ou de vários ímãs, o atendimento deve ser procurado na hora, mesmo que a criança pareça bem.
Em casa, a prevenção continua: vale checar periodicamente o estado dos brinquedos, descartar os quebrados ou com peças soltas e manter os brinquedos das crianças maiores fora do alcance dos irmãos menores.
“Se uma peça pequena cabe na boca de uma criança pequena, ela não deve estar ao alcance dela. Alguns segundos de atenção na hora da compra podem evitar um acidente grave”, resume Mário Vieira.
Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.
Fonte: Assessoria do Hospital Pequeno Príncipe

