Notícia
A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quinta-feira (15) mandado de busca e apreensão contra um homem suspeito de armazenar mais de 24 mil arquivos de abuso sexual infantojuvenil em Taiobeiras, no Norte de Minas.
A medida foi autorizada pela juíza titular da Vara Única da comarca, Stefanie de Souza Pedroso, que também determinou a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do investigado. O mandado abrange busca domiciliar e pessoal. O processo corre em segredo de Justiça e não foi informado quantas pessoas podem ter sido vítimas.
A decisão foi assinada em 25 de setembro de 2026 e cumprida nesta quinta-feira. Os crimes apurados estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990).
Segundo a apuração da PF, os arquivos teriam sido guardados entre julho de 2019 e maio de 2026, em contas vinculadas ao investigado. A investigação identificou arquivos recentes e indicou que as contas estariam associadas a endereços de e-mail, telefones, registros de IP e chaves PIX do suspeito.
A representação apresentada pela polícia também apontou que o investigado atuava em um grupo religioso, com contato frequente com menores de idade, o que foi usado para justificar a urgência da medida.
Na decisão, a juíza argumentou que a investigação policial não se baseou em “meras conjecturas”, mas em “amostragens concretas” dos arquivos. Ela apontou ainda que a prova em crimes virtuais é “volátil e facilmente destrutível”, daí a urgência, e citou o contato frequente do investigado com menores em um grupo religioso para evitar a “continuidade delitiva” e proteger as “eventuais vítimas”.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou de forma favorável ao deferimento dos pedidos da Polícia Federal.
Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.
Fonte: Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais




