Obra de R$ 1,1 milhão recupera técnicas construtivas do século XVIII e preserva identidade arquitetônica do patrimônio cultural interditado desde 2023 por riscos estruturais.

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A Prefeitura de Sete Lagoas avança no restauro completo do Museu Histórico Municipal, intervenção inédita em seus 55 anos de funcionamento. A obra, iniciada no fim de agosto e executada pela empresa especializada Minas Construção e Restaurações (MCR), respeita integralmente as características originais do imóvel do século XVIII, integrante do conjunto arquitetônico formado pela Catedral de Santo Antônio e pelo Centro Cultural Nhô Quim Drumond – Casarão.

Técnica ancestral garante autenticidade

No estágio atual, as equipes trabalham na recuperação das tradicionais paredes de pau a pique, técnica construtiva ancestral que compõe a identidade histórica da edificação. O método consiste na formação de um painel de madeira entrelaçada preenchido com barro — técnica rústica, antiga e ainda comum em áreas rurais.

“Primeiro preparamos a madeira, depois aplicamos o ripamento. Em seguida, utilizamos a argila misturada com cal virgem e feno, que substitui o capim usado antigamente. Então fazemos toda a mistura na betoneira”, explica Reginaldo da Silva, encarregado de obras da MCR.

Primeiro restauro estrutural da história

A intervenção atual é o primeiro restauro estrutural completo da história do museu, que desde 1970 recebeu apenas ações de manutenção. A ordem de serviço, no valor global de R$ 1.103.000,00, foi autorizada no fim de junho.

Interditado em 2023 por motivos de segurança, o prédio apresentava sérios comprometimentos estruturais. “O acervo estava em risco. Ver este restauro acontecer é a realização de um sonho”, afirma a historiadora Shirley Francisca da Silva Fonseca, do Departamento Municipal de Museus e Patrimônio Histórico e consultora do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac).

Materiais dos séculos XVII e XVIII

A primeira fase da obra contempla telhado, piso, janelas e toda a estrutura de madeira, além da restauração das paredes de adobe e pau a pique, utilizando materiais equivalentes aos empregados nos séculos XVII e XVIII. O objetivo central é assegurar autenticidade, segurança e longevidade ao patrimônio.

A revitalização do Museu Histórico Municipal reafirma o compromisso com a preservação do patrimônio cultural e a valorização da identidade local de Sete Lagoas.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Sete Lagoas

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