A manhã desta terça-feira (1º) trouxe movimentação intensa para Santa Luzia. Policiais civis chegaram à Câmara Municipal antes das 8h para cumprir mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga suspeitas de fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 5 milhões.
Investigação foca em contratos suspeitos
A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraude (DECCOF), através da 1ª Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR). Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro cidades mineiras: Santa Luzia, Jaboticatubas, Coronel Fabriciano e Belo Horizonte.
As investigações apontam irregularidades em contratos firmados durante a sucessão dos presidentes da Câmara Municipal no período de 2021 a 2024. Entre os alvos da operação estão contratos de fornecimento de combustível, assessoria jurídica, locação de veículos e publicidade.
Indícios de lavagem de dinheiro
Além das fraudes em licitações, a polícia identificou sinais de lavagem de capitais. Segundo as investigações, foi constituída uma empresa com capital social incompatível com a atividade desempenhada e o faturamento registrado, o que levantou suspeitas entre os investigadores.

Busca durou mais de duas horas
Os policiais permaneceram nas dependências do Legislativo luziense por mais de duas horas, recolhendo diversas cópias de documentos que serão analisados durante o inquérito.
A reportagem tentou contato com os ex-presidentes da Câmara Municipal, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O atual presidente da Casa, vereador Glayson Johnny, informou que divulgará um posicionamento oficial ainda nesta terça-feira.
A operação reforça o trabalho da Polícia Civil mineira no combate à corrupção em órgãos públicos e marca um momento delicado para a política de Santa Luzia, que aguarda esclarecimentos sobre as irregularidades investigadas.
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