Notícia
Minas Gerais passou a rastrear as mucopolissacaridoses, grupo de doenças raras, no teste do pezinho oferecido gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 853 municípios do estado.
Com a ampliação, o exame identifica 64 doenças e alcança os recém-nascidos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o território mineiro. Além de Minas Gerais, apenas São Paulo, Paraná e o Distrito Federal estruturaram a oferta ampliada na rede pública. Não foi informado quantos bebês já foram triados desde a inclusão das novas doenças.
A inclusão atende às diretrizes do Ministério da Saúde e cumpre a Lei Federal nº 14.154/2021, que determinou a expansão do teste para diagnosticar doenças lisossomais no SUS.
As mucopolissacaridoses (MPS) são causadas pela falta de uma enzima necessária para quebrar substâncias no organismo e podem provocar deformidades ósseas, rigidez nas articulações e problemas de visão. Depois da coleta inicial, o processo exige avaliação clínica e testes confirmatórios, que descartam falsos positivos antes do diagnóstico.
Para o médico geneticista Rodrigo Arantes, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a detecção precoce muda o curso do tratamento. “A identificação de uma doença rara logo nos primeiros dias de vida permite que a família inicie o tratamento adequado no tempo certo, garantindo mais qualidade de vida e um prognóstico infinitamente melhor para a criança.”
Moradora de Ouro Preto, Crislaine Xavier, de 34 anos, recebeu o diagnóstico de MPS do tipo IVA apenas aos 30, depois de mais de três décadas de investigações. “Se eu tivesse tido o diagnóstico da doença ainda na infância, muita coisa poderia ter sido evitada ou, ao menos, amenizada.”
A coleta do teste do pezinho é feita nas unidades básicas de saúde (UBS) dos municípios mineiros, pelo SUS, sem custo para a família.
Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.
Fonte: Assessoria de imprensa LLYC




