Aos 86 anos, Helena Lourenço Fernandes (Freitas) não é apenas uma funilandense ilustre – ela é a memória viva da cidade. Nascida e criada em Funilândia, esta mulher extraordinária acumula décadas de contribuições à comunidade e guarda em sua história pessoal os principais marcos da evolução municipal.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

Cartório de Registro Civil

Por 30 anos, Dona Helena exerceu as funções de Tabeliã e Oficial do Cartório de Registro Civil, sendo nomeada pelo Judiciário de Sete Lagoas. Sua experiência profissional coincide com momentos cruciais da formação documental da cidade.

Múltiplas Vocações

Além da carreira cartorária, Helena desenvolveu diversas atividades que marcaram a vida cultural e social de Funilândia:

Educação e Cultura:

  • Educadora e professora de dança
  • Declamadora reconhecida na região
  • Escritora e cronista da história local

Ação Social:

  • Coordenadora de dois grupos da melhor idade
  • Terapeuta no Centro de Recuperação Certa Restitui
  • Pioneira em projetos comunitários

FILOSOFIA DE VIDA

Energia da “Melhor Idade”

Quando questionada sobre idade e disposição, Dona Helena é categórica: “Não sou velha, estou na melhor idade. Gosto de muita coisa – dançar, declamar, brincar, cantar e passear. A vida me fez assim, gosto de tudo”.

Raízes Familiares

Filha de Herculano Lourenço de Freitas e Francisca Moreira Lourenço, Helena integra uma família de longevidade notável. Sua irmã Guiomar Lourenço completará 100 anos em 14 de dezembro de 2016, sendo a primeira de quinze irmãos. Guiomar reside em Várzea da Palma/MG.

MEMÓRIAS HISTÓRICAS

Tempos do Registro Civil

Helena testemunhou época em que “o povo não sabia sua própria idade, não havia certidão de nascimento, apenas alguns batistérios”. Durante os anos 1940, era necessário “olhar para as pessoas e calcular suas características para registrá-las”.

Marco Pessoal

“Nasci em abril de 1930, no auge de Getúlio Vargas”, contextualiza Dona Helena, situando sua vida nos grandes marcos da história nacional.

EVOLUÇÃO DA CIDADE

Transformações do Nome

Dona Helena acompanhou as mudanças toponímicas do município:

  • Inicialmente: Apenas “Funil”
  • Posteriormente: “Funil, distrito de Jequitibá”
  • Em 1949: “Funil, distrito de Funilândia”
  • Finalmente: Funilândia emancipada

Primeiros Tempos

“Antes da cidade ser emancipada, o prédio da Câmara serviu de primeira escola na cidade, construído por Evaristo Fernandes com recursos próprios”, relembra a cronista.

MOMENTO DECISIVO

Mudança para Sete Lagoas

Helena destaca o marco profissional de sua vida: “O que marcou a história foi quando tomei posse no cartório como escrivã interina. Mudei-me para Sete Lagoas com seis filhos. Dez meses depois, o juiz me empossou definitivamente no cartório onde trabalhei por 30 anos”.

LEGADO E MENSAGEM

Reflexão sobre Conquistas

“Se hoje tenho tudo que tenho – casa, família, saúde, amizade e muito mais – foi porque trabalhei”, resume Dona Helena sua filosofia de vida baseada na dedicação e perseverança.

Valores Fundamentais

A trajetória de Helena exemplifica como conduta, ética, honestidade e beleza interior são construídas através da educação familiar, formação pessoal e compromisso espiritual.

RECONHECIMENTO JORNALÍSTICO

Como observa Carlos Barbosa: “Os padrões morais de uma pessoa, sua conduta, ética, honestidade e beleza interior dependem de seu berço. Seus pais, educadores e instrutores espirituais são responsáveis pelo seu sucesso”.

Dona Helena Lourenço Fernandes personifica esses valores, representando exemplo inspirador para as novas gerações funilandenses e demonstrando que uma vida de propósito e serviço à comunidade constrói legados duradouros.

Encontrou um erro? Avise-nos

O que você achou desta notícia?

Sobre a autora

Carlos Barbosa

Jornalista Diretor Geral do Jornal Luz Metropolitana desde 2016, com trajetória em diversos veículos de comunicação de 2002. "Se abrirão grandes alamedas, por onde passará o homem livre." Salvador Allende

Ver todas as matérias de Carlos Barbosa →