A Paranoia Universal

A segurança pública é e sempre foi um dos assuntos que mais preocupam as pessoas no mundo todo. Apesar de toda evolução tecnológica e civilizatória, o ser humano parece incapaz de lidar com sua natureza selvagem.

Seis mil anos de história se passaram e a sensação é de que ainda estamos diante da barbárie. Uma quase paranoia diante da constatação de que ninguém está seguro e algo pode acontecer a qualquer um a qualquer momento.

O Mundo Instável

A luta armada se espalha pelo mundo todo; a ganância, intolerância e desigualdade fazem do nosso mundo um lugar instável e perigoso.

Apesar do esforço das milícias que governam com suas mãos de ferro.

Governos São Milícias

A Verdade Incômoda

Sim, os governos são milícias! O que mais seriam, já que é através das armas que sustentam o nosso frágil pacto social pela não agressão?

Os mecanismos de controle social como as religiões, é claro, dão um suporte considerável, mas não são capazes, sozinhos, de manter sob controle nossos instintos mais ancestrais.

A “Relativa” Paz

Ao longo de toda nossa trajetória tentamos sem sucesso manter a paz entre os homens, mas foi através das armas que a “relativa” paz foi conquistada.

Embora não falte na história exemplos de quem tenha se dedicado a ela até a morte – que muitas vezes ocorre em consequência dela, diga-se de passagem.

Guerra e Paz: Nossa Essência

A Ambiguidade Paradoxal

Guerra e paz estão na essência da humanidade, ambas partes da nossa fragilidade. A guerra pela paz é uma de nossas ambiguidades paradoxais.

A união em grupos – sejam familiares, comunitários ou tribais – não tinha outro objetivo senão proteger-nos uns dos outros, evoluindo para:

  • Reinados e núcleos feudais
  • Cidades e estados
  • Países e califados que ainda hoje se enxergam como rivais

O Nascimento da “Sociedade”

Assim nasceram o que hoje chamamos de sociedade – muito longe, como se pode ver, de um ideal “comunitário”.

Pausa Para Esclarecimento

Livre Pensador

A essa altura, presumo, alguém já deve ter gritado “COMUNISTA”. Mas não, não sou uma coisa nem outra, sou livre pensador e não acredito nesse ideal presumidamente igualitário que, no entanto, vai muito além desse imaginário popularmente limitado.

Mas não há tempo para essa discussão neste artigo de opinião que nada mais é que um exercício de liberdade na maneira de pensar.

A Natureza Imutável do Crime

Parte da Natureza Humana

O fato é que o crime e a violência nunca desaparecerão, pois fazem parte da natureza animal humana.

Especialistas no mundo inteiro se debruçam sobre o assunto e seus estudos podem confirmar o que estou dizendo, assim como também afirmam que em determinados ambientes essa raiva, esse descontrole e o mau-caratismo podem proliferar.

Pobreza vs. Desigualdade

O Verdadeiro Problema

Ao contrário do que muita gente pensa, não é na pobreza que reside a criminalidade, mas na desigualdade.

Há países pobres com menos criminalidade que países ricos, como o Brasil, onde riqueza convive com extrema concentração da renda.

Miséria não é Violência

Miséria não necessariamente gera violência, a não ser quando junto dela falta berço – que não é falta de dinheiro, mas de:

  • Educação
  • Cultura
  • Trabalho
  • Perspectiva

Onde a Violência Prolifera

O Ambiente da Criminalidade

Onde prolifera:

  • O abandono
  • O vício
  • A revolta
  • A miséria humana

Que gera violência generalizada e banalizada.

Não Confundir com Maldade

Não aquela criminalidade e violência que provém da maldade e da falha de caráter – pois essa existe e sempre existirá em todo canto.

Não escolhe raça, cor, sexo ou classe social. É fruto de nossa natureza imperfeita que nunca poderá ser inteiramente controlada!

Reafirmação Final

Posicionamento Claro

Não sou comunista. Sou livre pensador e não acredito nesse ideal presumidamente igualitário que, no entanto, vai muito além desse imaginário popularmente limitado.


Nota Editorial: Este artigo representa a visão editorial de nossos colaboradores e busca fomentar o debate respeitoso sobre temas de relevância para nossa comunidade.

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