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Moradores com perda auditiva têm exames, aparelhos e cirurgias gratuitos pelo SUS no Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG), em Belo Horizonte, onde o diagnóstico precoce é apontado como decisivo para reduzir os efeitos da condição.

O Brasil tem 2,6 milhões de pessoas com surdez total ou parcial, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número não reflete exatamente a realidade, porque a pesquisa considera apenas pessoas com 2 anos ou mais que têm muita dificuldade para escutar ou não conseguem escutar de modo algum.

Segundo Mariana Denaro, otorrinolaringologista da Unidade de Oftalmologia e Otorrinolaringologia do HC-UFMG, há diferentes tipos de perda. A condutiva está relacionada a algum empecilho na condução do som até o ouvido interno; a neurossensorial ocorre no ouvido interno, normalmente por problemas nas células, no nervo auditivo ou por malformação; e a mista reúne os dois fatores.

O grau também é considerado. Pessoas com perda auditiva leve precisam de sons de 26 a 40 decibéis (dB) para ouvir bem; na moderada, acima de 40 dB; na severa, de 70 a 90 dB; e na profunda, acima de 90 dB.

A perda não tratada é considerada o principal fator de risco modificável para o desenvolvimento de demência. A médica observa que não há relação causal entre as duas coisas, ou seja, ter perda auditiva não significa que a pessoa vá desenvolver demência, mas ressalta que tratar reduz os riscos. “Quem compreende a fala é o cérebro. Se ele não tiver estímulo, perde função”, explica.

Em crianças, o diagnóstico precoce pesa ainda mais. O ideal é que todos os recém-nascidos façam o teste da orelhinha nos primeiros dias de vida, para receber cuidados ainda nos meses iniciais. “Se for o caso, por exemplo, de uma surdez profunda, essa criança pode ser operada com implante coclear até os nove ou dez meses de idade. Assim, ela tem a possibilidade, com o estímulo fonoaudiológico e o acompanhamento adequado, de ter um desempenho de compreensão, desenvolvimento e fala muito semelhante ao dos seus pais”, afirma.

Entre os tratamentos citados pela otorrinolaringologista estão a reconstrução da cadeia ossicular com próteses para conter infecções crônicas, o fechamento do tímpano em casos de perfuração, a colocação de tubo de ventilação para tratar otite serosa, aparelhos auditivos para perdas leves ou moderadas e o implante coclear, que restaura a percepção dos sons em perdas severas e profundas. “Quase sempre a gente tem o que fazer”, ressalta.

No HC-UFMG, o atendimento vai dos exames iniciais à colocação de aparelhos e às cirurgias, tudo gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente costuma precisar de acompanhamento com fonoaudiólogo para mapear o implante coclear, ajustar aparelhos ou fazer fonoterapia, e em alguns casos de apoio psicológico ou de assistente social. O hospital não informou como é feito o encaminhamento nem o tempo de espera para a primeira consulta.

O HC-UFMG integra a Rede HU Brasil desde 2013. Criada pela Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.

Fonte: Assessoria do HC-UFMG / Rede HU Brasil

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Redação Luz Metropolitana

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