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Betim confirmou 39 casos de esporotricose em humanos em 2026 e 311 em animais. A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a procurar atendimento diante de feridas que não cicatrizam após contato com gatos, terra ou madeira.

Os números são do próprio município e mostram queda em relação ao ano passado, quando foram registrados 164 casos em humanos e 433 em animais. A esporotricose é uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes no ambiente e em animais infectados, com destaque para os gatos, principais transmissores.

A transmissão para pessoas ocorre principalmente por arranhões ou mordidas de animais doentes. Também pode acontecer pelo contato com espinhos, farpas de madeira, solo contaminado ou feridas abertas expostas a materiais infectados, além do contato com mucosas ou superfícies contaminadas.

Em humanos, os principais sinais são nódulos e úlceras que não cicatrizam, com ou sem secreção, isolados ou em cadeia. A suspeita deve ser considerada em quem teve contato, nos últimos seis meses, com animais doentes ou com terra, plantas e madeira úmida.

Nos animais, os sintomas incluem nódulos com ou sem feridas abertas, principalmente na face, no focinho, nas patas e na cauda, além de dificuldade de cicatrização, espirros, secreção nasal e problemas respiratórios.

Toda a rede pública de saúde do município está preparada para atender casos suspeitos, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Público Regional de Betim. Em pessoas, o tratamento é eficaz quando começa cedo, o que reforça a importância do diagnóstico rápido.

Em animais, o tratamento exige acompanhamento veterinário e costuma envolver medicação oral por período prolongado, que pode passar de 120 dias, além de cuidados complementares para cicatrização. A recomendação da secretaria é tratar o animal infectado e não abandoná-lo.

Para prevenir, a orientação é manter os animais, sobretudo gatos, dentro de casa, e castrá-los para reduzir saídas à rua e brigas. Luvas e máscaras devem ser usadas ao manusear animais doentes ou suspeitos, e também no contato com plantas, solo e lixo. Em caso de morte de animal infectado, o descarte por conta própria deve ser evitado.

O diagnóstico em animais é gratuito e feito pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), na unidade ou em domicílio. A UVZ também recolhe animais infectados mortos. O contato é pelo telefone 3594-2390, apenas para ligações, ou pelo WhatsApp 98429-9279, apenas para mensagens.

Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.

Fonte: Assessoria da Prefeitura de Betim (Secom)

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Redação Luz Metropolitana

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