Nota Editorial: Este artigo representa a visão editorial de nossos colaboradores e busca fomentar o debate respeitoso sobre temas de relevância para nossa comunidade.


“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.”
Provérbios 16:18

O Poder que Corrompe

Nos dias de hoje, a busca incessante pelo poder transformou-se em marca registrada da natureza humana. A ambição desmedida, o desejo de levar vantagem em tudo, cerceando direitos alheios e aplicando golpes com astúcia, tornaram-se práticas comuns entre aqueles que deveriam servir ao povo.

É só olhar à nossa volta para comprovar esta triste realidade.

A Soberba Como Raiz de Todos os Males

O pecado do orgulho é a força motora de todos os outros pecados:

  • A soberba manobra o coração do adúltero
  • O orgulho comanda as intenções do mentiroso
  • A altivez dirige a vida do ladrão

Mas não se engane: o orgulho leva à destruição, e o espírito arrogante, à ruína. Quantos poderosos aos seus próprios olhos se escorregaram em lamas que eles mesmos fizeram?

De Diplomas a Algemas

O Perfil dos “Governantes Espertos”

Ludibriam as leis, aplicam enormes golpes, fazem furos na administração pública – conforme relatou nosso colunista Roney Silva na edição passada, “Pseudodemocracias”, intitulada “Pseudodemocracia, Os Ratos do Poder!“.

Governantes “espertos”: advogados, padres, pastores, professores, livres pensadores… no entanto, ladrões.

A Queda Inevitável

Do paraíso ao inferno: de governantes com anel de formatura à pulseira de metal, diretamente atrás das grades. Não conseguiram segurar a onda em meio ao muito dinheiro.

Pensando-se sábios, tornaram-se loucos. Antes, em seus discursos, se desvaneceram: soberbos, insolentes, presunçosos. Roubaram sem misericórdia – coração miserável.

Agora, enfrentam a cela e a falta de liberdade.

O Paradoxo da Instrução e Corrupção

Dinheiro no Bolso, Serviços no Buraco

Com tanto dinheiro no bolso de alguns, falta investimento na saúde, educação e em todas as áreas de necessidade das pessoas. Temos votado errado: em pessoas instruídas para manipular, extorquir e roubar.

A Evolução do Eleitor, a Involução do Eleito

Antes: o povo votava em leigos e analfabetos, e nada acontecia de positivo.

Hoje: elegemos pessoas instruídas, doutores que estudaram para usufruir do erário público. Mudou-se o discurso, mas a confiança foi para o porão.

O Dilema Eleitoral

  • Votar em leigos para conduzir o país não é solução
  • Votar em quem se intitula sábio e experiente na política, soberbo de sua própria esperteza, é a ruína

A Corrupção Não Tem Profissão

O Poder que “Sobe à Cabeça”

Sei que minha opinião não se aplica a todos – toda regra tem exceção. O que vemos na atual conjuntura é que não importa a profissão ou crença, não importa o nível de escolaridade ou origem do representante do povo.

Infelizmente, a maioria, quando chega ao poder, deixa que o próprio poder “suba para a cabeça”.

A Transformação Perversa

Aí, meu amigo, não tem mais:

  • O advogado que quer cumprir a lei
  • O religioso que quer seguir as normas de Deus
  • O professor que deseja ensinar o certo aos estudantes

Tudo isso ficou para trás. Entra no lugar um governante poluído pela corrupção, com sede pelo poder econômico.

E o resto? Que continue como está…

Reflexão Final

O Ciclo Vicioso

A cada eleição, alimentamos a esperança de mudança. A cada mandato, testemunhamos a repetição do mesmo ciclo: promessas de campanha se transformam em esquemas de corrupção.

O Desafio da Escolha

Como eleitores, enfrentamos um dilema complexo: escolher entre a inexperiência que pode gerar incompetência e a experiência que historicamente tem gerado corrupção.

A Esperança na Exceção

Ainda assim, é preciso acreditar nas exceções à regra. É preciso buscar, investigar e apoiar aqueles poucos que conseguem manter a integridade mesmo diante das tentações do poder.

Porque se não acreditarmos nas exceções, estaremos condenados a perpetuar este ciclo infinito de decepções.

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Sobre a autora

Carlos Barbosa

Jornalista Diretor Geral do Jornal Luz Metropolitana desde 2016, com trajetória em diversos veículos de comunicação de 2002. "Se abrirão grandes alamedas, por onde passará o homem livre." Salvador Allende

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