Notícia
Um homem foi condenado a 37 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo feminicídio da ex-companheira em Itamarandiba. A sentença do Tribunal do Júri da comarca saiu na terça-feira (29).
Adriano Oliveira da Silva também terá de pagar cinco salários mínimos à família da vítima como reparação por danos morais. Ele teve a prisão preventiva mantida e não poderá recorrer em liberdade. A sentença é da juíza Júlia Morais Garcia Pereira Guimarães.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Josiane da Silva Oliveira foi assassinada em agosto de 2025 na zona rural do município. O réu, inconformado com o fim do relacionamento e achando que estava sendo traído, usou da confiança da vítima para fazê-la entrar em um carro e a levou até um local isolado. Ali, atingiu-a com disparos de espingarda calibre .12, agrediu-a com golpes de coronha e a asfixiou. Depois do crime, enviou mensagens de áudio a familiares confessando a autoria e indicando onde estava o corpo.
A acusação pediu o reconhecimento das qualificadoras de emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima, além da causa especial de aumento de pena prevista por a vítima ser mãe de uma criança de três anos. A defesa pediu o afastamento das qualificadoras e o reconhecimento das atenuantes de confissão espontânea e de intensa perturbação emocional no momento do crime.
O Conselho de Sentença acolheu a tese da acusação e reconheceu a autoria, a materialidade, as qualificadoras e a causa de aumento de pena. No cálculo da sentença, a juíza aplicou a atenuante de confissão espontânea para reduzir a pena-base e negou a de perturbação emocional.
O processo tramita sob o número 5002096-84.2025.8.13.0325.
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Fonte: Assessoria de Imprensa do TJMG



