Notícia
Quatro pessoas, entre elas um advogado, foram condenadas pela 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte por simular processos judiciais e tentar sacar valores de contas bancárias de terceiros, inclusive de pessoas mortas.
O grupo foi alvo da operação Pseudos, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Segundo a denúncia, os réus usavam contratos, notas promissórias e procurações falsas e colocavam falsos credores e advogados nos dois polos do processo, chegando a simular acordos em nome de pessoas falecidas, para induzir o Judiciário a erro.
A investigação apontou pelo menos cinco processos de execução fraudulentos. Somados os valores de todas as causas, o prejuízo que poderia ter sido provocado às vítimas ultrapassou R$ 3,2 milhões.
O principal operador do grupo, responsável pela gestão financeira e pelo pagamento das custas dos processos forjados, foi condenado a 23 anos e três meses de reclusão. O mentor intelectual, que figurava como credor fictício em cobranças milionárias, recebeu 19 anos e três meses. O advogado que apresentou petições instruídas com procurações falsas pegou nove anos e três meses, e o quarto integrante foi condenado a cinco anos e nove meses.
Os dois principais condenados também devem pagar, de forma solidária, R$ 189.357,71 de reparação mínima por danos materiais ao único espólio em que o grupo conseguiu sacar valores por alvará judicial.
Três réus começam a cumprir pena em regime fechado e um em regime semiaberto. Todos seguem em prisão preventiva. Cabe recurso da decisão, que é da juíza Patricia Bitencourt Moreira. O processo tramita sob o número 5066861-94.2025.8.13.0024.
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Fonte: Assessoria de Imprensa do TJMG




