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Um estudo com 1.540 motoristas de diferentes regiões do país apontou que a pressão do trânsito e o medo de atrasos influenciam diretamente comportamentos de risco ao volante, mesmo entre condutores que dizem valorizar os limites de velocidade.
A pesquisa foi promovida pela Fundación Mapfre e desenvolvida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio institucional da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), do Ministério dos Transportes. O trabalho combinou inteligência artificial (IA), para simular cenários urbanos, com modelos da psicologia comportamental.
Mais de 90% dos entrevistados associam o respeito aos limites de velocidade a valores como cidadania e preservação da vida. Para cerca de um terço deles, porém, essa disposição é enfraquecida pela sensação de pressão para acompanhar o ritmo dos outros motoristas, por atrasos e urgências do dia a dia e pela percepção de que o limite é baixo demais para as condições da via.
O estudo também mediu o peso da influência social. A intenção de respeitar as normas é mais forte quando o apelo vem do núcleo familiar direto, como cônjuges, mães e filhos, resposta apontada por 80% dos participantes. Ainda assim, o medo da multa segue como o motivo mais citado para reduzir a velocidade, mencionado por 90%.
Nas ruas de bairro e em cruzamentos com circulação de pedestres, a sinalização de limite pode resultar em redução média de até 10 km/h, segundo o levantamento. A pesquisa usa como referência um estudo britânico segundo o qual a queda de 48 km/h para 32 km/h reduz de 50% para 10% a probabilidade de vítimas fatais em um atropelamento. As placas têm alta eficácia nessas vias, sobretudo combinadas com minirrotatórias ou lombadas, e baixa eficácia em vias expressas largas, onde os motoristas tendem a ignorá-las. A presença de pedestres nas calçadas, por si só, já faz os condutores reduzirem a velocidade.
Em 2025, só na cidade de São Paulo, as mortes em sinistros de trânsito somaram 1.038, o segundo maior patamar da série histórica; no estado, foram 6.134 vítimas, segundo o Infosiga/Detran-SP. O Brasil perde 61 bilhões de dólares por ano com sinistros de trânsito, o equivalente a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o Banco Mundial. O estudo não traz recorte de dados para Minas Gerais.
Entre as medidas sugeridas pelos pesquisadores estão reforçar a sinalização em áreas de circulação de pedestres e ajustar as velocidades regulamentadas à função de cada via, para evitar limites que o motorista considere incompatíveis com o ambiente. O estudo foi apresentado em 14 de setembro, em evento na Poli-USP.
Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.
Fonte: Assessoria da Fundación Mapfre



