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O cadastro de um jovem alemão em um registro de doadores voluntários resultou no transplante de medula óssea de Arthur Barão Massan, 12 anos, paciente com anemia de Fanconi tratado no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.
O transplante de medula óssea é a chance de cura para cerca de 80 doenças, entre elas leucemias, linfomas, anemias graves e desordens raras do sistema imunológico. No Brasil, o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) reúne 5,9 milhões de voluntários cadastrados e recebe cerca de 125 mil novos cadastros por ano. Cerca de 65% dos pacientes no país que encontram um doador compatível o localizam nesse banco. O número de voluntários cadastrados em Minas Gerais não foi informado.
Arthur foi diagnosticado em 2023, aos 9 anos, com anemia de Fanconi, doença genética rara que causa falência progressiva da medula óssea. Sem nenhum familiar em condições de doar, a família passou a depender da busca por um doador não aparentado. Florian Weiand havia se cadastrado no registro nacional de doadores da Alemanha e, tempos depois, foi informado de que seu tipo de tecido era compatível com o de um paciente. A medula viajou até o Brasil e, meses após o procedimento, a família recebeu a notícia de que o transplante havia funcionado.
O encontro aconteceu por videochamada, dois anos após o transplante, com apoio de uma tradutora. Antes da conversa, a família brasileira enviou uma carta ao doador por meio do Redome. “Ele salvou não só o meu filho, salvou uma família inteira, porque o filho é a nossa vida”, diz Tathiane Barão, mãe de Arthur.
O Redome é o terceiro maior banco do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, e integra uma rede internacional de quase cem registros que somam 43 milhões de doadores. Ainda assim, encontrar um doador totalmente compatível fora da família pode ser difícil: a probabilidade varia conforme as características genéticas e a ancestralidade do paciente.
“Quanto maior e mais diverso for o número de doadores cadastrados, maiores são as possibilidades de encontrar alguém compatível. O Brasil é um país muito miscigenado, e é fundamental que essa diversidade também esteja representada no Redome”, afirma Cilmara Cristina Kuwahara, médica responsável pelo Serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital Pequeno Príncipe.
O cadastro é feito nos hemocentros e está aberto a pessoas de 18 a 35 anos em bom estado de saúde, sem infecções ou doenças impeditivas. É preciso levar documento oficial de identificação com foto, preencher a ficha de cadastro e fazer a coleta de uma amostra de cinco mililitros de sangue. O registro permanece ativo até os 60 anos, e o voluntário só é procurado se surgir um paciente compatível, passando por novos exames antes de qualquer doação. Manter os dados de contato atualizados é tão necessário quanto o próprio cadastro.
No Hospital Pequeno Príncipe, o Serviço de TMO realizou 67 procedimentos em 2025. A unidade tem 10 leitos e atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênios e particulares.
Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.
Fonte: Assessoria do Hospital Pequeno Príncipe


