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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugurou na terça-feira (27), no Campus Pampulha, em Belo Horizonte, um supercomputador e uma câmera hiperespectral para pesquisas de cartografia com inteligência artificial.

Os equipamentos devem acelerar a produção de cartas cartográficas na escala 1:25.000, usada no planejamento municipal, na gestão de bacias hidrográficas e na prevenção de desastres. A meta é automatizar a extração de informações geográficas de imagens de satélites, radares, drones e sensores hiperespectrais.

Instalado no Instituto de Geociências (IGC), o supercomputador Soberano tem oito aceleradores de inteligência artificial, dez unidades de processamento e armazenamento de aproximadamente 400 terabytes. A infraestrutura foi projetada, instalada e configurada por equipes brasileiras. A câmera hiperespectral Hyper-cam Mini XLW, instalada na Escola de Engenharia, captura informações da luz em centenas de faixas estreitas do espectro eletromagnético e pode contribuir para pesquisas de sensoriamento remoto.

A compra foi feita com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O valor do investimento não foi informado. Os equipamentos integram o projeto “Extração de Geoinformação com o Uso de Inteligência Artificial para Aplicações Duais: Defesa e Ambiente (GeoIDE)”, executado pela UFMG com participação do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército Brasileiro.

“Poderemos mapear a defesa dos nossos territórios, os desastres naturais e os nossos biomas. O nome Soberano simboliza a ambição de fortalecer a nossa capacidade de produzir ciência e de encontrar respostas para os desafios brasileiros. O que inauguramos aqui amplia as possibilidades de pesquisa e a formação”, afirmou a diretora do IGC, Úrsula Ruchkys.

Segundo a professora Sônia Carvalho, coordenadora do projeto, a infraestrutura terá uso compartilhado entre pesquisadores e instituições parceiras. Em nota, os coordenadores do GeoIDE afirmam que a mesma carta cartográfica que apoia a vigilância das fronteiras serve para combater o desmatamento e a mineração ilegal, planejar a resposta a inundações e deslizamentos e orientar a gestão do território por municípios, estados e União.

Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.

Fonte: Assessoria do Ministério da Educação (MEC), com informações da UFMG

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Redação Luz Metropolitana

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