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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) causou 89.490 mortes no Brasil no ano passado, uma a cada seis minutos, e o tratamento depende de centros preparados para agir nas primeiras horas, apontaram especialistas reunidos em agosto.
As doenças cardiovasculares causaram mais de 270 mil mortes no país entre janeiro e junho de 2026. Um dos alertas do encontro foi o avanço dessas doenças para faixas etárias mais baixas, com aumento expressivo das internações de pacientes com menos de 40 anos nas últimas duas décadas.
Os médicos defenderam uma rede organizada por nível de complexidade. Os centros iniciais precisam garantir diagnóstico rápido e a aplicação de trombolítico endovenoso, enquanto os de alta complexidade devem realizar a trombectomia mecânica, procedimento minimamente invasivo para remover coágulos nos AVCs isquêmicos maiores.
“A estruturação da urgência do atendimento, para que o AVC seja visto como prioridade máxima, é essencial. Isso inclui o treinamento do SAMU para que possam reconhecer os sinais mais graves e levar o paciente ao centro adequado”, afirmou Michel Frudit, neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Ele apontou barreiras de infraestrutura: “Em São Paulo, para uma população enorme, só há dois hospitais públicos estruturados com trombectomia mecânica (HC e Santa Marcelina), o que é muito pouco, considerando o tamanho da cidade”.
Em 2026, novas recomendações passaram a incluir o tratamento do AVC agudo do nascimento aos 17 anos. Em países desenvolvidos, a incidência chega a 1,5 criança a cada 100 mil, e cerca de 70% desse grupo corre risco de sequelas limitantes.
“Tivemos a grata surpresa da incorporação do tratamento do AVC agudo no grupo pediátrico. É uma publicação importante que vai nos ajudar a mudar os protocolos da maioria das instituições para tratar esse grupo de crianças, que também pode ser tratado com a trombectomia mecânica com segurança e resultados excelentes”, destacou Alexandre Ulhoa, neurologista e neurocirurgião do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte.
O reconhecimento dos sintomas segue como ponto frágil da cadeia de atendimento. “A epidemiologia no Brasil mostra casos crescentes em pacientes mais jovens e com risco de morte. O reconhecimento dos sintomas ainda é insuficiente, não apenas pela população, mas muitas vezes, também por profissionais de saúde. Uma vez que os tratamentos do AVC são tempo-dependentes, é necessário que o paciente busque atendimento imediato em centros estruturados, que dispõem de fluxos bem estabelecidos e equipes multiprofissionais especializadas”, orientou Michel Ferreira Machado, neurologista do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.
O encontro, chamado NeuroVation Landscape, foi realizado pela Medtronic nos dias 26 e 27 de agosto e dedicou o segundo dia ao AVC. Os dados citados vêm da Sociedade Brasileira de AVC, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e das diretrizes de 2026 da American Heart Association. O número de centros habilitados para trombectomia mecânica no país não foi informado.
Nota da redação: esta matéria foi produzida a partir de release/aviso de pauta oficial recebido pela redação e publicada de forma automatizada; o conteúdo carece de revisão editorial adicional.
Fonte: Assessoria da Medtronic (Burson)


